Blog de Rogéria França

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Sejam bem-vindos

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"Nas grandes batalhas da vida, o primeiro passo para vitória é o desejo de vencer."(Mahatma Gandhi)

11 julho 2011

Atirar, ou não, a primeira pedra?


Sempre que olhamos para o nosso próximo fazemos algum tipo de leitura interpretativa, e a interpretação se revela de acordo com as experiências vividas pelo intérprete, bem como pelos seus conceitos morais, pré-noção de justiça, de legalismo, enfim, o objeto se revela a partir do olhar do observador. Muitas vezes, repudiamos, logo à primeira vista, o agente causador do mal feito, quando na verdade deveríamos, primeiro, amar a pessoa e depois repudiar as suas atitudes, mas não conseguimos fazer a distinção entre o sujeito e as suas malfeitorias, é como se pertencesse a ele, pela própria natureza, o vício que macula a sua vida.
Certa vez, levaram até Jesus, o justo juiz, uma mulher adúltera, para que o Senhor a julgasse fazendo valer a lei de Moisés, ou seja, que ela fosse apedrejada em praça pública, como forma de punição, pelo seu ato de adultério. Os observadores, dessa belíssima reflexão, eram os escribas e os fariseus, aqueles não passavam de homens cultos, eruditos, letrados que se aperfeiçoavam, profissionalmente, da lei de Moisés (Esdras 7.6); estes, não diferentes daqueles, eram seguidores da Lei de Moisés e presos aos costumes dos antepassados. Jesus tinha um grande problema para resolver, apedrejar a pobre mulher, marcada pela vida promíscua, fazendo jus à clareza da Lei Mosáica, ou julgar a mulher pelos seus princípios de juiz, os quais trariam indignação a esses doutores da lei. Jesus, homem sábio e bom, percebendo a insistência da perturbação ocasionada pelos fariseus e os escribas, que propunham o fim da vida da mulher, da forma mais cruenta possível, disse: “Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire a pedra.” (João 8:7).
Silêncio nessa hora, que vergonha! Dessa feita eles olharam para a mulher pecadora (adultério é pecado, tanto para o homem, quanto para a mulher) não mais como puritanos da Lei de Moisés, mas também como pecadores, interesseiros, que não se davam com os saduceus, eram inimigos, porém uniam-se a eles para combater Jesus e quem os seguissem. O Senhor faz com que eles olhem no espelho, que reflete apenas a imagem deles, individualmente. Não julgue! Deixe o justo Juiz julgar. Interessante desfecho: cada qual se recolheu a sua insignificância, retirando-se, envergonhadamente, o mais velho e depois o restante, um a um, saíram todos, ficando somente Jesus e a mulher. Então, perguntou Jesus:”Mulher, onde estão os teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor! E, o Senhor disse: Nem eu tampouco te condeno; vai em paz e não peques mais.” (João 8:10-11)
É bem verdade, que desejamos ser corretos, mas somos falhos, almejamos seguir a lei humana, mas ela está sempre mudando para atingir os anseios da sociedade, gostamos de prejulgar, mas não de orar para Deus mudar a natureza humana, queremos aplicar a justiça ao próximo, mas não a mesma justiça para nós. Não cometa erros antigos, nem crie outros novos, antes, pergunte ao Senhor o que fazer, e observe o seu próximo como Cristo te vê.

                                                                                                                        Rogéria França

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